Queridos
Indico um blog muito legal, do professor Fernando Pimentel, ele está sempre bem atualizado e pesquisa sobre os vários temas da cibercultura, vale a pena conhecer. http://fernandoscpimentel.blogspot.com/
Bjs Cal
Páginashttp://recifenacampusparty.blogspot.com
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Indicação de Blog
Oi Pessoal,
Esse site é muito interessante para quem gosta de conferir as novidades sobre as tecnologias da informação e comunicação. bom demais, visitem!! O Editor e um dos pesquisadores é o Alex Primo que eu curto bastante. http://www.interney.net/blogs/alexprimo/
bjs... Cal
Esse site é muito interessante para quem gosta de conferir as novidades sobre as tecnologias da informação e comunicação. bom demais, visitem!! O Editor e um dos pesquisadores é o Alex Primo que eu curto bastante. http://www.interney.net/blogs/alexprimo/
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Artigo sobre a avaliação da aprendizagem na Educação online
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO ONLINE: APROXIMAÇÕES E DISTANCIAMENTOS PARA UMA AVALIAÇÃO FORMATIVA-REGULADORA
Cláudia Simone Almeida de Oliveira
Maria Auxiliadora Soares Padilha
Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática e Tecnológica/UFPE
O presente artigo buscou refletir sobre avaliação da aprendizagem na educação online com o objetivo de compreender a relação entre as concepções de avaliação e as práticas avaliativas ocorridas na interface fórum na prática pedagógica de professores de dois cursos online.A base teórica está na perspectiva da avaliação emancipatória e no contexto cibercultural.A relevância desse estudo está na busca de compreender as dificuldades e desafios da concretização de uma avaliação Formativa-Reguladora em um Ambiente Virtual de Aprendizagem. Contamos com a Teoria da Distância Transacional para refletir as relações que envolvem processos de ensino e aprendizagem considerando as características do ciberespaço que desafiam os docentes durante a mediação pedagógica desses cursos, em especial nos seus processos avaliativos. A proposta metodológica foi a da Etnografia Virtual, que nos permitiu capturar a essência dos fenômenos através de uma abordagem qualitativa em pesquisa exploratória. Realizamos imersões: 1) Em um curso de graduação em ciências Biológicas a Distância, 2)Depois em um curso de Extensão: “Moodle para professores”. Os resultados da pesquisa apontaram proposições para uma possível concretização de práticas avaliativas adequadas ao contexto das redes virtuais, dentre elas a construção do saber avaliativo Formativo-regulador das aprendizagens online a partir do paradigma da interatividade.
Palavras chave: Educação Online; Avaliação Formativa-Reguladora; Interatividade.
1. Introdução: A educação online e as características da avaliação Formativa -Reguladora
Iiniciaremos nossas discussões, neste artigo, buscando contextualizar a sociedade contemporânea refletida na velocidade da tecnologia da comunicação e informação, em especial na expansão educacional dos diversos cursos online, em especial com o surgimento da internet. De acordo com Silva, M.(2006) “a educação online é um fenômeno da cibercultura, isto é, de um conjunto imbricado de técnicas, práticas, atitudes, modos de pensamento e valores que se desenvolvem juntamente com o ciberespaço”.
Nesse sentido, faz-se necessário pensar um mundo sem fronteiras e um sistema de Educação diferenciado, buscando além da educação presencial de qualidade uma Educação a distância, de forma a associar uma concepção e uma metodologia pautadas na interação e na construção do conhecimento de forma colaborativa.
Dessa forma, as estratégias utilizadas pelos professores para avaliação da aprendizagem nos ambientes virtuais podem ser as mais diversas, rompendo com posturas de educação e avaliação baseadas no antigo paradigma de transmissão do conhecimento.
Utilizamos a Teoria da Distância Transacional (TDT) porque define “distância” como o espaço psicológico e comunicacional a ser transposto. Segundo Moore (2000) a extensão da Distância Transacional em um programa educacional é função de três grupos de variáveis: O diálogo, a estrutura e a autonomia do aluno. Acreditamos que essas variáveis da TDT são elementos importantes a serem considerados para análise das práticas avaliativas desenvolvidas nos cursos online.
Na pesquisa, a Etnografia Virtual nos apontou uma metodologia de investigação com a utilização da internet para estudo empírico e seus usos atuais tendo como campo de investigação a própria internet na Educação online. Consideramos através dos diversos aplicativos da WEB, situações mais específicas que precisam de métodos mais adequadas para serem estudadas.
Através da etnografia virtual, observamos com detalhes, espaços interativos dos ambientes virtuais (chat, fórum, mensagens) as formas pelas quais se experimentam essa nova tecnologia, sendo o investigador aquele que se submete no mundo que estuda por um tempo determinado e considera as relações, atividades e significações que se formam entre quem participa nos processos sociais desse mundo
Numa perspectiva etnográfica, o compromisso central dessa metodologia é de desenvolver uma compreensão profunda do social através da participação e a observação, a internet assim aqui compreendida como cultura e como objeto cultural (HINE, 2002).
2. Análise dos resultados: Primeiras aproximações para uma AFR na Educação online:
1- O curso de Extensão analisado apresentou um Programa idealizado e construído coletivamente de forma compartilhada e que contempla uma avaliação emancipatória no contexto da cibercultura;
2- Buscou através da mediação compartilhada o diálogo permanente entre os integrantes do curso;
3- As bases teóricas do curso, contém as referências de autores que fundamentam os pressupostos da Avaliação Formativa e fundamentos da interatividade;
4- Houve discussão dos objetivos a serem avaliados no curso com os estudantes;
5- Ocorreu espaço para o conhecimento e negociação dos critérios avaliativos explícitos no AVEA através do programa do curso;
6- Foi construída uma variedade de instrumentos avaliativos;
7- Utilização de várias interfaces dialógicas e interativas como chats, diários, wikis e os fóruns;
8- Aplicação dos dispositivos de regulação das situações pedagógicas;
9- Registro e organização das intervenções dos estudantes para melhor compreensão do processo avaliativo;
10- Avaliação do curso no Fórum e uso do diário para realização das auto-avaliações;
11- Incentivo à participação dos estudantes nos Fóruns de discussão e demais interfaces através de uma mediação pró-ativa;
12- Mediação compartilhada, com afetividade e acolhimento, oferecendo feedbacks relacionados a metodologia e estratégias avaliativas ;
13- Explicitação das propostas que fundamentam a educação online durante todo o curso;
14- Postura formativa da mediadora e dos demais tutores, com intencionalidade educativa, considerando os conteúdos propostos no programa do curso;
15- Utilização do Moodle e outros recursos tecnológicos na oficina presencial.
16- Realização de juízo de valor e tomada de decisão no sentido de uma Avaliação Formativa- Reguladora.
17- Concepção de tutoria baseada nos processos de aprendizagem participativa com professores agregando conhecimentos pedagógicos e técnicos.
18- Relação direta dos conteúdos do curso com os recursos do ambiente virtual, utilizados através da mediação pedagógica, também para a realização da Avaliação Formativa Reguladora.
De acordo com os dados analisados podemos considerar que o curso respondeu muito bem às variáveis da Teoria da Distância Transacional: 1 - O curso de extensão oportunizou uma vivência efetiva da autonomia do estudante, reconhecendo as especificidades dos cursos online no contexto das redes abertas e da quebra das hierarquias.
a) Os estudantes participaram da seleção dos objetivos do programa no início do curso;
b) Quem decidiu sobre a seleção e participação dos especialistas e dos meios foi a equipe pedagógica do curso, os próprios estudantes;
c) Quem decidiu sobre a metodologia e os critérios de avaliação adotados no curso foi novamente a própria equipe pedagógica, juntamente com os estudantes, contribuíram inclusive na mediação pedagógica.
2- Na perspectiva de uma avaliação com base na variável diálogo: a) Identificamos que ocorreram no curso, constantes aprendizagens colaborativas com intervenções que demonstraram que seus estudantes transformaram-se em sujeitos co-criadores, co-autores;
b) Após a análise dos dados consideramos que o diálogo e a bidirecionalidade ocorreram intensamente no curso, pois a comunicação e produção conjunta no sentido da emissão e da recepção nos dois pólos, codificando e decodificando foram encontradas nas relações dos participantes no ambiente virtual. Os cursistas conseguiram romper com a tradição do ensino baseado na transmissão e superar a visão de que o controle do curso não está apenas na figura do professor;
c) A estrutura do curso propiciou grande motivação às Conexões em teias abertas ampliadas pelos próprios estudantes, compartilhando links e múltiplas redes favorecendo a liberdade de trocas e aprendizagens mais significativas
O desenho didático possibilitou a ruptura com paradigma da transmissão e implementou uma pedagogia diferenciada e na perspectiva das aproximações para uma avaliação Formativa Reguladora que nos possibilitou as seguintes questões.
3. Considerações finais: as especificidades da Avaliação da aprendizagem na Educação online
Na investigação desses dois cursos, verificamos que é possível concretizar projetos ousados de Educação online. Observamos a possibilidade de concretizar uma Avaliação Formativa-Reguladora em ambientes virtuais de ensino e aprendizagem, através da implementação de interfaces dialógicas e mediações pró-ativas. Nesse sentido, a co-autoria acontece permitindo inclusive a co-criação da avaliação Formativa-Reguladora na parceria com a interatividade.
Concluímos que quando o nível de interatividade é alto, o ambiente virtual torna-se humanizado, afetivo, acolhedor e o entusiasmo dos mediadores, incentiva posturas investigativas e dialógicas dos estudantes e dessa maneira, há uma ressignificação da comunicação entre professor e estudante, ultrapassando as fronteiras e invadindo os espaços virtuais de ensino e aprendizagem.
4. Referências
BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1997.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em Rede. São Paulo: Paz e Terra,1999
HINE, Christiane. Virtual ethnography.2000.
LÉVY, Pierre. Cibercultura . São Paulo: Editora 34, 1999, 264 p. (trad. Carlos Irineu da Costa).
LITTO, F.; FORMIGA, M. (Org.). Educação a distância: o estado da arte. São Paulo, SP:Pearson Education do Brasil, 2009.
MORAN, José Manuel;MASETTO, Marcos; BEHRENS, Marilda. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. 3ª Edição. Campinas: Papirus, 2001.
MOORE,G. Michael.Teoria da Distância Transacional. Revista Brasileira de Aprendizagem aberta e a Distância, São Paulo, Agosto 2002. Publicado em Keegan, D. (1993) Theoretical Principles of Distance Education. London: Routledge, p. 22-38. Traduzido por Wilson Azevedo, com autorização do autor. Revisão de tradução: José anuel da Silva. Traduzido por Wilson Azevedo, com autorização do autor. Revisão de tradução: José Manuel da Silva.
_______,Michael;KEASLEY,Grig. Educação a Distância: uma visão integrada. São Paulo: Thomson,2007.398p.
OKADA, Alexandra Liliavati Pereira ;ALMEIDA, Fernando José de. Avaliar é bom,avaliar faz bem. Os diferentes olhares envolvidos no ato de aprender. In SILVA, Marco; SANTOS,Edméa(ORGs)Avaliação da Aprendizagem na Educação Online. São Paulo:Ed Loyola,V1.p.267-287.
PERRENOUD, Philippe. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens: entre duas lógicas. Porto Alegre: ArtMed,1999.E razão pedagógica;Trad. Cláudia Schilling. Porto Alegre: Artmed Editora,2002.
SILVA, Janssen Felipe da. Avaliação na perspectiva Formativa–reguladora: pressupostos teóricos e práticos. Porto Alegre: Mediação, 2004.
______, Janssen Felipe da, HOFFMANN, Jussara, ESTEBAN, Maria Tereza (orgs) Práticas avaliativas e aprendizagens significativas: em diferentes áreas do currículo. Porto Alegre: Mediação, 2003.
SILVA, Marcos (Org.). Educação On-line: teorias, práticas, legislação, formação corporativa. São Paulo: Loyola, 2003.
______. Sala de aula interativa. Rio de Janeiro: Quartet, 2000.
Cláudia Simone Almeida de Oliveira
Maria Auxiliadora Soares Padilha
Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática e Tecnológica/UFPE
O presente artigo buscou refletir sobre avaliação da aprendizagem na educação online com o objetivo de compreender a relação entre as concepções de avaliação e as práticas avaliativas ocorridas na interface fórum na prática pedagógica de professores de dois cursos online.A base teórica está na perspectiva da avaliação emancipatória e no contexto cibercultural.A relevância desse estudo está na busca de compreender as dificuldades e desafios da concretização de uma avaliação Formativa-Reguladora em um Ambiente Virtual de Aprendizagem. Contamos com a Teoria da Distância Transacional para refletir as relações que envolvem processos de ensino e aprendizagem considerando as características do ciberespaço que desafiam os docentes durante a mediação pedagógica desses cursos, em especial nos seus processos avaliativos. A proposta metodológica foi a da Etnografia Virtual, que nos permitiu capturar a essência dos fenômenos através de uma abordagem qualitativa em pesquisa exploratória. Realizamos imersões: 1) Em um curso de graduação em ciências Biológicas a Distância, 2)Depois em um curso de Extensão: “Moodle para professores”. Os resultados da pesquisa apontaram proposições para uma possível concretização de práticas avaliativas adequadas ao contexto das redes virtuais, dentre elas a construção do saber avaliativo Formativo-regulador das aprendizagens online a partir do paradigma da interatividade.
Palavras chave: Educação Online; Avaliação Formativa-Reguladora; Interatividade.
1. Introdução: A educação online e as características da avaliação Formativa -Reguladora
Iiniciaremos nossas discussões, neste artigo, buscando contextualizar a sociedade contemporânea refletida na velocidade da tecnologia da comunicação e informação, em especial na expansão educacional dos diversos cursos online, em especial com o surgimento da internet. De acordo com Silva, M.(2006) “a educação online é um fenômeno da cibercultura, isto é, de um conjunto imbricado de técnicas, práticas, atitudes, modos de pensamento e valores que se desenvolvem juntamente com o ciberespaço”.
Nesse sentido, faz-se necessário pensar um mundo sem fronteiras e um sistema de Educação diferenciado, buscando além da educação presencial de qualidade uma Educação a distância, de forma a associar uma concepção e uma metodologia pautadas na interação e na construção do conhecimento de forma colaborativa.
Dessa forma, as estratégias utilizadas pelos professores para avaliação da aprendizagem nos ambientes virtuais podem ser as mais diversas, rompendo com posturas de educação e avaliação baseadas no antigo paradigma de transmissão do conhecimento.
Utilizamos a Teoria da Distância Transacional (TDT) porque define “distância” como o espaço psicológico e comunicacional a ser transposto. Segundo Moore (2000) a extensão da Distância Transacional em um programa educacional é função de três grupos de variáveis: O diálogo, a estrutura e a autonomia do aluno. Acreditamos que essas variáveis da TDT são elementos importantes a serem considerados para análise das práticas avaliativas desenvolvidas nos cursos online.
Na pesquisa, a Etnografia Virtual nos apontou uma metodologia de investigação com a utilização da internet para estudo empírico e seus usos atuais tendo como campo de investigação a própria internet na Educação online. Consideramos através dos diversos aplicativos da WEB, situações mais específicas que precisam de métodos mais adequadas para serem estudadas.
Através da etnografia virtual, observamos com detalhes, espaços interativos dos ambientes virtuais (chat, fórum, mensagens) as formas pelas quais se experimentam essa nova tecnologia, sendo o investigador aquele que se submete no mundo que estuda por um tempo determinado e considera as relações, atividades e significações que se formam entre quem participa nos processos sociais desse mundo
Numa perspectiva etnográfica, o compromisso central dessa metodologia é de desenvolver uma compreensão profunda do social através da participação e a observação, a internet assim aqui compreendida como cultura e como objeto cultural (HINE, 2002).
2. Análise dos resultados: Primeiras aproximações para uma AFR na Educação online:
1- O curso de Extensão analisado apresentou um Programa idealizado e construído coletivamente de forma compartilhada e que contempla uma avaliação emancipatória no contexto da cibercultura;
2- Buscou através da mediação compartilhada o diálogo permanente entre os integrantes do curso;
3- As bases teóricas do curso, contém as referências de autores que fundamentam os pressupostos da Avaliação Formativa e fundamentos da interatividade;
4- Houve discussão dos objetivos a serem avaliados no curso com os estudantes;
5- Ocorreu espaço para o conhecimento e negociação dos critérios avaliativos explícitos no AVEA através do programa do curso;
6- Foi construída uma variedade de instrumentos avaliativos;
7- Utilização de várias interfaces dialógicas e interativas como chats, diários, wikis e os fóruns;
8- Aplicação dos dispositivos de regulação das situações pedagógicas;
9- Registro e organização das intervenções dos estudantes para melhor compreensão do processo avaliativo;
10- Avaliação do curso no Fórum e uso do diário para realização das auto-avaliações;
11- Incentivo à participação dos estudantes nos Fóruns de discussão e demais interfaces através de uma mediação pró-ativa;
12- Mediação compartilhada, com afetividade e acolhimento, oferecendo feedbacks relacionados a metodologia e estratégias avaliativas ;
13- Explicitação das propostas que fundamentam a educação online durante todo o curso;
14- Postura formativa da mediadora e dos demais tutores, com intencionalidade educativa, considerando os conteúdos propostos no programa do curso;
15- Utilização do Moodle e outros recursos tecnológicos na oficina presencial.
16- Realização de juízo de valor e tomada de decisão no sentido de uma Avaliação Formativa- Reguladora.
17- Concepção de tutoria baseada nos processos de aprendizagem participativa com professores agregando conhecimentos pedagógicos e técnicos.
18- Relação direta dos conteúdos do curso com os recursos do ambiente virtual, utilizados através da mediação pedagógica, também para a realização da Avaliação Formativa Reguladora.
De acordo com os dados analisados podemos considerar que o curso respondeu muito bem às variáveis da Teoria da Distância Transacional: 1 - O curso de extensão oportunizou uma vivência efetiva da autonomia do estudante, reconhecendo as especificidades dos cursos online no contexto das redes abertas e da quebra das hierarquias.
a) Os estudantes participaram da seleção dos objetivos do programa no início do curso;
b) Quem decidiu sobre a seleção e participação dos especialistas e dos meios foi a equipe pedagógica do curso, os próprios estudantes;
c) Quem decidiu sobre a metodologia e os critérios de avaliação adotados no curso foi novamente a própria equipe pedagógica, juntamente com os estudantes, contribuíram inclusive na mediação pedagógica.
2- Na perspectiva de uma avaliação com base na variável diálogo: a) Identificamos que ocorreram no curso, constantes aprendizagens colaborativas com intervenções que demonstraram que seus estudantes transformaram-se em sujeitos co-criadores, co-autores;
b) Após a análise dos dados consideramos que o diálogo e a bidirecionalidade ocorreram intensamente no curso, pois a comunicação e produção conjunta no sentido da emissão e da recepção nos dois pólos, codificando e decodificando foram encontradas nas relações dos participantes no ambiente virtual. Os cursistas conseguiram romper com a tradição do ensino baseado na transmissão e superar a visão de que o controle do curso não está apenas na figura do professor;
c) A estrutura do curso propiciou grande motivação às Conexões em teias abertas ampliadas pelos próprios estudantes, compartilhando links e múltiplas redes favorecendo a liberdade de trocas e aprendizagens mais significativas
O desenho didático possibilitou a ruptura com paradigma da transmissão e implementou uma pedagogia diferenciada e na perspectiva das aproximações para uma avaliação Formativa Reguladora que nos possibilitou as seguintes questões.
3. Considerações finais: as especificidades da Avaliação da aprendizagem na Educação online
Na investigação desses dois cursos, verificamos que é possível concretizar projetos ousados de Educação online. Observamos a possibilidade de concretizar uma Avaliação Formativa-Reguladora em ambientes virtuais de ensino e aprendizagem, através da implementação de interfaces dialógicas e mediações pró-ativas. Nesse sentido, a co-autoria acontece permitindo inclusive a co-criação da avaliação Formativa-Reguladora na parceria com a interatividade.
Concluímos que quando o nível de interatividade é alto, o ambiente virtual torna-se humanizado, afetivo, acolhedor e o entusiasmo dos mediadores, incentiva posturas investigativas e dialógicas dos estudantes e dessa maneira, há uma ressignificação da comunicação entre professor e estudante, ultrapassando as fronteiras e invadindo os espaços virtuais de ensino e aprendizagem.
4. Referências
BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1997.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em Rede. São Paulo: Paz e Terra,1999
HINE, Christiane. Virtual ethnography.2000.
LÉVY, Pierre. Cibercultura . São Paulo: Editora 34, 1999, 264 p. (trad. Carlos Irineu da Costa).
LITTO, F.; FORMIGA, M. (Org.). Educação a distância: o estado da arte. São Paulo, SP:Pearson Education do Brasil, 2009.
MORAN, José Manuel;MASETTO, Marcos; BEHRENS, Marilda. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. 3ª Edição. Campinas: Papirus, 2001.
MOORE,G. Michael.Teoria da Distância Transacional. Revista Brasileira de Aprendizagem aberta e a Distância, São Paulo, Agosto 2002. Publicado em Keegan, D. (1993) Theoretical Principles of Distance Education. London: Routledge, p. 22-38. Traduzido por Wilson Azevedo, com autorização do autor. Revisão de tradução: José anuel da Silva. Traduzido por Wilson Azevedo, com autorização do autor. Revisão de tradução: José Manuel da Silva.
_______,Michael;KEASLEY,Grig. Educação a Distância: uma visão integrada. São Paulo: Thomson,2007.398p.
OKADA, Alexandra Liliavati Pereira ;ALMEIDA, Fernando José de. Avaliar é bom,avaliar faz bem. Os diferentes olhares envolvidos no ato de aprender. In SILVA, Marco; SANTOS,Edméa(ORGs)Avaliação da Aprendizagem na Educação Online. São Paulo:Ed Loyola,V1.p.267-287.
PERRENOUD, Philippe. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens: entre duas lógicas. Porto Alegre: ArtMed,1999.E razão pedagógica;Trad. Cláudia Schilling. Porto Alegre: Artmed Editora,2002.
SILVA, Janssen Felipe da. Avaliação na perspectiva Formativa–reguladora: pressupostos teóricos e práticos. Porto Alegre: Mediação, 2004.
______, Janssen Felipe da, HOFFMANN, Jussara, ESTEBAN, Maria Tereza (orgs) Práticas avaliativas e aprendizagens significativas: em diferentes áreas do currículo. Porto Alegre: Mediação, 2003.
SILVA, Marcos (Org.). Educação On-line: teorias, práticas, legislação, formação corporativa. São Paulo: Loyola, 2003.
______. Sala de aula interativa. Rio de Janeiro: Quartet, 2000.
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